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Exames mais importantes para recém-nascidos

Saiba quais são e como são realizados os 6 exames mais importantes para recém-nascidos e entenda como eles ajudam a garantir a saúde do bebê.

​​​Quando um bebê nasce, é comum que os pais fiquem ansiosos em levá-lo para casa, para aproveitar essa nova fase. No entanto, é importante não se esquecer que nos primeiros dias de vida os recém-nascidos precisam ser submetidos a uma série de exames, alguns antes mesmo de deixar a maternidade.

São testes que podem ajudar a diagnosticar precocemente algumas doenças, garantindo um melhor prognóstico. Mas afinal, que exames são esses? Para sanar essa e outras dúvidas, a Maternidade Brasília preparou uma lista com todas as informações sobre os 6 exames mais importantes para recém-nascidos. Acompanhe a leitura!
Os 6 exames mais importantes para recém-nascidos

1. Teste do Pezinho

Também conhecido como triagem neonatal, o teste do pezinho leva esse nome por ser realizado a partir de gotas de sangue coletadas do calcanhar do bebê.
O exame deve ser realizado entre o 2º e o 5º dia de vida do recém-nascido. Na versão ampliada do teste, é possível detectar a presença de mais de 40 doenças. Na versão básica, o principal objetivo é identificar 4 enfermidades:

• fenilcetonúriaenfermidade genética provocada pela ausência ou diminuição da atividade da enzima hidroxilase, que pode provocar danos cerebrais, deficiência intelectual e convulsões;
• hipotireoidismo congênito: enfermidade hereditária que impossibilita a produção do hormônio T4 e diminui o metabolismo, impedindo o crescimento adequado e o desenvolvimento físico e mental do bebê;
• anemia falciforme: causada por uma alteração nas estruturas das moléculas de hemoglobina, a enfermidade genética e hereditária provoca fortes dores, fadiga intensa e pode atrasar o crescimento do bebê, além de ocasionar problemas neurológicos, cardiovasculares e pulmonares;
• fibrose cística: o transtorno crônico atinge os pulmões, pâncreas e sistema digestivo e pode provocar má absorção intestinal, o que faz com que a criança não ganhe peso, ainda que se alimente bem.

Quanto mais cedo o diagnóstico é feito, melhores são as chances de intervenções e tratamentos precoces para que o bebê se desenvolva bem.

2. Teste da Orelhinha

A triagem neonatal auditiva, ou teste da orelhinha, auxilia na identificação de problemas auditivos no bebê. Obrigatório por lei, este teste deve ser realizado ainda na maternidade, no 2 º ou 3 º dia de vida do recém-nascido. Totalmente indolor, o teste da orelhinha é feito até mesmo quando o bebê está dormindo.
Para realizar o exame, o fonoaudiólogo utiliza um aparelho que produz estímulos sonoros leves e avalia o retorno desses estímulos nas estruturas do ouvido interno. Se alguma alteração é identificada, o recém-nascido é encaminhado a um especialista para a realização de exames complementares.
É importante lembrar que existem diferentes graus de problemas auditivos e os casos em que não há qualquer tipo de tratamento são bastante raros, especialmente quando o diagnóstico acontece precocemente.

3. Teste do Olhinho

De acordo com a recomendação do Ministério da Saúde, o teste do olhinho ou teste do reflexo do olho vermelho deve ser realizado em todos os recém-nascidos a partir do 2 º dia de vida.
Rápido e totalmente indolor, o exame tem como objetivo detectar precocemente uma série de doenças oculares no bebê, como catarata infantil, retinoblastoma, glaucoma ou estrabismo.
Para sua realização, o pediatra projeta uma luz nos olhos do recém-nascido com um pequeno aparelho. Quando a luz refletida no fundo do olho é avermelhada, alaranjada ou amarelada, os olhos estão saudáveis. No entanto, se a luz refletida é esbranquiçada ou de formato diferente, a criança será encaminhada para a avaliação oftalmológica especializada.

4. Teste do Coraçãozinho

A oximetria de pulso, popularmente conhecida como teste do coraçãozinho, tem como objetivo medir a oxigenação e batimentos cardíacos do recém-nascido para diagnosticar possíveis alterações congênitas.
Trata-se de um exame obrigatório, que é feito com um oxímetro, espécie de pulseira colocada em um dos pés do bebê. Rápido e indolor, o teste do coraçãozinho deve ser realizado entre as primeiras 24 e 48 horas de vida do recém-nascido.
Caso o médico detecte alguma alteração, o bebê é submetido ao exame ecocardiograma, que confirma ou exclui o risco de doenças cardíacas.

5. Tipagem Sanguínea

A tipagem sanguínea identifica se o fator sanguíneo do recém-nascido é positivo ou negativo, bem como se o seu tipo de sangue é A, B, AB ou O.
O teste é realizado com o sangue do cordão umbilical, assim que o bebê nasce. Neste exame, é possível rastrear o risco de incompatibilidade sanguínea, ou seja, quando a mãe tem o RH negativo e o bebê nasce com o RH positivo ou, ainda, quando a mãe tem o tipo sanguíneo O e o bebê, o tipo A ou B. Dentre os problemas de incompatibilidade sanguínea, podemos destacar o possível quadro de icterícia neonatal.

6. Teste da Linguinha

Por último — mas não menos importante — o teste da linguinha é realizado com o objetivo de diagnosticar e indicar o tratamento precoce de eventuais problemas provocados pelas limitações dos movimentos da língua.
Consiste em verificar se há alterações no frênulo, ou seja, na membrana que liga a parte inferior da língua à base da boca.

Como você pode ver, alguns exames podem detectar precocemente uma série de doenças e garantir a saúde e bem-estar do bebê. Por isso, nunca deixe de realizá-los!

Gostou de saber quais são os 6 exames mais importantes para recém-nascidos e porque eles ajudam a garantir a saúde do bebê? Então não se esqueça de compartilhar esse conteúdo em suas redes sociais para que outras pessoas possam se conscientizar sobre o tema!​

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