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Exames de rotina: entenda a importância e quando realizá-los

Aliados significativos nas condutas médicas, os exames de rotina auxiliam no cuidado com a saúde da mulher em todas as fases da vida

​Os exames de rotina compõem uma série de avaliações e exames que podem fazer parte de um check-up de saúde ou serem solicitados para controle de doenças crônicas ou uso de medicamentos. Nesta matéria exclusiva sobre o tema, contamos com a ajuda de dois especialistas para esclarecer o assunto. A Dra. Tatiana Coelho, pneumologista e diretora de Análises Clínicas da Dasa, e o Dr. Matheus Beleza, coordenador do setor de Medicina Materno-Fetal da Maternidade Brasília, explicam melhor sobre a contribuição dos exames de rotina nos cuidados com a saúde da mulher e, durante a gestação, com a saúde do bebê.

Por que fazer exames periodicamente?

O objetivo das consultas e exames de rotina é o diagnóstico precoce e a prevenção de complicações de saúde. “Por meio da avaliação clínica e dos resultados de exames laboratoriais e de imagem é possível detectar pontos de atenção na saúde, hábitos que precisam mudar ou melhorar e o diagnóstico de doenças existentes, especialmente em fase inicial, o que contribui significativamente para o tratamento e aumentam as chances de cura”, explica a Dra. Tatiana. 

Quem precisa de exames de rotina?

Todas as pessoas, independentemente do gênero ou idade, deveriam se comprometer com uma rotina de saúde, que inclui hábitos de vida saudáveis, consultas regulares e exames complementares. As mulheres costumam cultivar esse hábito com maior assiduidade, em virtude da visita anual ao ginecologista, que geralmente acompanham todas as fases da vida da mulher. 

 Exames laboratoriais recomendados para mulheres

“A avaliação clínica, com a verificação de pressão arterial, aferição do peso e cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC) é a base para a solicitação direcionada de exames”, continua a médica. No check-up médico da mulher, alguns exames complementares são importantes, e serão solicitados de acordo com a avaliação clínica, predisposições individuais e idade. Veja os principais:

  • Mamografia (a depender da indicação do médico e idade da paciente);

  • Citologia cervicovaginal (Papanicolau)

  • Ultrassonografia (pélvica ou transvaginal, tireoide, abdominal)

  • Densitometria óssea (a depender da indicação do médico e idade da paciente)

  • Exame de sangue como hemograma, dosagem dos níveis de colesterol, e triglicerídeos, glicemia, hormônios da tireoide, enzimas do fígado e avaliação da função renal

  • Exames para rastreio de sífilis, HIV e hepatite B e C

  • Avaliação da função pulmonar 

  • Exames de urina e fezes 

Exames laboratoriais recomendados para gestantes

As grávidas precisam de cuidados especiais e próprios para essa fase da vida. 

O acompanhamento regular de um obstetra permite a realização do pré-natal e dos exames adequados com o objetivo de garantir a saúde da mamãe e proporcionar um bom desenvolvimento para o bebê. Nesta fase da vida o diagnóstico precoce tem impacto na manutenção da gravidez pelo tempo correto, na saúde do binômio mãe-bebê e na preparação para o parto. Na verdade, o ideal é que este cuidado se inicie até mesmo antes da gestação, com a realização de exames e aplicação de vacinas. Durante as consultas, a gestante é avaliada clinicamente com aferição da pressão arterial, ganho de peso, circunferência abdominal e avaliação ginecológica. 

Os exames mais comumente solicitados nesse período são:

  • Hemograma

  • Glicemia

  • Exames de tireoide

  • Ultrassonografia

  • Exames de urina

  • Exames para identificar infecções

  • Exame para avaliação genética do bebê, como sexagem e NIPT

 Exames específicos da Medicina Materno-Fetal

A tecnologia é grande aliada da saúde como um todo. Graças ao avanço da estrutura e do conhecimento disponíveis, tem sido possível, por exemplo, acompanhar o desenvolvimento de um bebê na barriga da mãe e orientar o obstetra na conduta de cada caso. Esta é a área em que a Medicina Materno-Fetal se concentra. Com o auxílio de tecnologia de alta precisão, os profissionais podem acompanhar o desenvolvimento do bebê e monitorar o estado de saúde da gestante, e com isso oferecem ao obstetra que acompanha o pré-natal informações importantes para a tomada de decisão dentro do tratamento. Dr. Matheus Beleza pontua os principais exames de imagem utilizados nesta área de atuação.

Exame morfológico do 1º trimestre

Entre a 11ª e a 14ª semana é quando se realiza um tipo específico de ultrassom, chamado de morfológico do primeiro trimestre. A partir dele se determina quais são os próximos passos da mulher durante o pré-natal e se serão necessários cuidados especiais com essa criança dali em diante.  “Esse método consiste em buscar sinais ultrassonográficos que possam estar relacionados com maior risco de doenças cromossômicas e o rastreamento de pressão alta na gestação, chamada de pré-eclâmpsia. O exame isoladamente não tem significado; ele precisa ser realizado dentro de critérios específicos, seguidos por profissionais qualificados e capazes de interpretar os resultados encontrados”, explica o Dr. Mateus Beleza.

Exame morfológico do 2º trimestre

Realizado, prioritariamente, entre a 20ª e a 24ª semana de gestação, este exame permite aos especialistas uma avalição minuciosa da anatomia do bebê em formação, do crescimento da placenta e do volume do líquido amniótico, bem como visualizar órgão por órgão, estrutura por estrutura. “Dessa forma, já conseguimos investigar possíveis condições genéticas ou más-formações estruturais”, acrescenta o médico. 

Ultrassom ecodoppler

No terceiro trimestre da gestação, entre a 32ª  e 36ª  semanas, recomenda-se a realização do ultrassom ecodoppler. Trata-se de uma ferramenta do ultrassom capaz de analisar o fluxo de sangue da mãe para o bebê. Ele identifica, pela visualização das veias e artérias do bebê em formação, se a quantidade de sangue que ele está recebendo é a ideal, além de monitorar o fluxo da placenta para o neném e a distribuição sanguínea em seu organismo. ​“Com essa ferramenta, rastreamos doenças e complementamos a avaliação do crescimento e do bem-estar do bebê”, completa o Dr. Matheus. 

Não deixe os exames materno-fetais em segundo plano

De acordo com o médico da Maternidade Brasília, a não realização dos exames citados pode acarretar piora de condições que poderiam ter sido diagnosticadas precocemente. Os riscos envolvem o desenvolvimento ou o agravo de doenças prejudiciais à saúde da mãe e do neném. Muitas delas poderiam ter sido tratadas ou até mesmo evitadas antes do nascimento. Em determinados casos, após o resultado dos exames em questão, pode ser comprovada a necessidade de o bebê passar por uma intervenção cirúrgica ainda dentro da barriga da mãe ou mesmo de ser encaminhado para uma UTI neonatal assim que nascer. Além das abordagens próprias da medicina materno-fetal, os exames laboratoriais também são de grande importância, sendo parte fundamental do rastreamento de patologias maternas e fetais, inclusive complementando a investigação realizada nos exames morfológicos. E, claro, algumas condições específicas exigirão exames complementares que vão auxiliar no diagnóstico de doenças.

Quando fazer exames periódicos e qual médico procurar?

Os exames periódicos devem ser feitos todos os anos, ou quando surgirem sinais e sintomas, com seu médico de confiança, que para a maioria das mulheres são o ginecologista e o mastologista. Durante a gestação, a mulher precisa do acompanhamento especializado de um obstetra e da Medicina Materno-Fetal.  
Precisa agendar algum exame de rotina? Você pode até mesmo solicitar coleta domiciliar. Basta ligar para o Laboratório Exame, no telefone: (61) 4004-3883. Na Maternidade Brasília, oferecemos toda a linha de cuidados com a saúde da mulher, antes, durante e depois da gravidez. Para solicitar atendimento na Maternidade Brasília, basta ligar no (61) 3315-1000 ou clicar aqui​

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