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Câncer de pele: tipos e principais sintomas que exigem atenção

Saiba mais sobre o assunto e como procurar ajuda especializada


O câncer de pele, se incluirmos o não melanoma, é um dos mais comuns no Brasil e representa cerca de 30% de todos os diagnósticos de tumores malignos registrados no país, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Os tipos de câncer de pele podem ser melanoma ou não melanoma, que é a maior incidência dos casos, e o melanoma, menos frequente, representa cerca de 3% dos casos que acometem o órgão.

O Dr. Bruno Wance, oncologista clínico do Hospital Brasília Rede Dasa, fala mais sobre o tema neste blog. Confira!

Sintomas de câncer de pele

Os sintomas mais comuns e que devem chamar a atenção quanto ao risco da presença de câncer de pele no rosto e nos demais locais do corpo são:

​- manchas que coçam, ardem, descamam ou sangram;

- feridas que não cicatrizam em quatro semanas;

- surgimento de pinta escura e irregular;

- mudança nas características de pinta ou mancha antiga (que agora começa a crescer ou sangrar).

Esses sinais acima são os mais representativos do tipo de câncer não melanoma, que ocorrem, na maior parte dos casos, nas áreas que ficam mais expostas ao sol, como o pescoço, o rosto e as orelhas.

​O câncer melanoma normalmente afeta a pele ou uma lesão pigmentada. A doença apresenta sinais como o surgimento de uma pinta escura com bordas irregulares acompanhada de coceira e descamação. Já quando há uma lesão pigmentada preexistente, esta sofre aumento no tamanho, alteração na cor e na forma da lesão, que passa a ter bordas irregulares.


Como identificar a ferida de câncer?

Existe uma regra adotada internacionalmente para reconhecer as feridas de câncer de pele chamada de ABCDE de verificação do tipo melanoma:

​- Assimetria - uma metade do sinal é diferente da outra;

- Bordas irregulares - contorno mal definido;

- Cor variável - presença de várias cores em uma mesma lesão (preta, castanha, branca, avermelhada ou azul);

- Diâmetro - maior que seis milímetros;

- Evolução - mudanças observadas em suas características (tamanho, forma ou cor).

​Embora grande parte dos casos de alteração na pele não indiquem câncer de pele no rosto ou em outras partes do corpo, é recomendado que seja feita uma consulta com o médico para uma investigação precisa.


Tipos de câncer de pele facial

​O câncer de pele mais comum no país é o tipo não melanoma. Ele tem muita chance de cura quando detectado e tratado precocemente. Este é o caso de tumor de pele mais frequente e com o menor índice de mortalidade, no entanto, se não tratado adequadamente, pode deixar sequelas importantes.

Já o câncer de pele não melanoma é mais frequente em pessoas com mais de 40 anos e mais raro naquelas com pele negra ou em crianças. No entanto, por causa da grande exposição ao sol sem a devida proteção, tem diminuído a idade de pessoas diagnosticadas com o problema, que são cada vez mais jovens.

Já o câncer de pele melanoma se origina nos melanócitos – células responsáveis pela produção de melanina, substância que determina a cor da pele. Esse tipo de tumor é mais comum em pessoas adultas e brancas e pode surgir em qualquer parte do corpo em forma de manchas, pintas ou sinais. Ele é o tipo mais grave de câncer de pele, pois tem grande possibilidade em causar metástase, ou seja, a propagação para outros órgãos do corpo.


Como é feito o diagnóstico? 

O diagnóstico pode ser feito por um médico dermatologista ou por um oncologista. Ambos estão aptos a solicitar uma biopsia, que é o exame responsável por confirmar a presença ou não de câncer.


Tratamento para câncer de pele

​O tratamento de câncer de pele mais indicado é o cirúrgico, mas também podem ser recomendadas radioterapia e quimioterapia, a depender do estágio do câncer. Em caso de metástase, podem ser utilizados medicamentos, que apresentam altas taxas de sucesso na terapia, com o objetivo de dar mais qualidade de vida e sobrevida ao paciente.


Fontes:
https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-pele-melanoma
https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-pele-nao-melanoma


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