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Aedes aegypti: veja mais sobre o mosquito e doenças relacionadas

O Aedes aegypti é um mosquito responsável pela transmissão de quatro doenças conhecidas no Brasil: dengue, febre amarela urbana, chikungunya e zika.


O Aedes aegypti é um mosquito responsável pela transmissão de quatro doenças conhecidas no Brasil, chamadas de arboviroses: dengue, febre amarela urbana, chikungunya e zika. O mosquito geralmente ocorre em áreas tropicais, já que precisa do clima quente e da água das chuvas para procriar.  
 
Continue a leitura para saber mais sobre as doenças que ele transmite e os riscos para gestantes.

  

Aedes aegypti: o que é? 

O Aedes aegypti (comumente confundido com o pernilongo doméstico, embora sejam de espécies diferentes) é um mosquito que vive em ambiente urbano (dentro ou ao redor de casas e escolas, por exemplo) 

Ele é menor que os mosquitos comuns, tem coloração preta e possui listras brancas no tronco, na cabeça e nas pernas. O macho dessa espécie se alimenta apenas de frutas; no entanto, as fêmeas precisam se alimentar de sangue humano para fazer a maturação dos ovos.  

O Aedes aegypti é um mosquito típico de regiões tropicais e subtropicais e precisa de água parada para colocar seus ovos. 


Doenças que podem ser transmitidas pelo Aedes aegypti 

A Aedes aegypti é responsável pela transmissão de diversas arboviroses (doenças causadas por vírus da família dos arbovírus). Conheça algumas delas a seguir.  


Dengue 

É uma infecção febril aguda que causa dores intensas de cabeça e atrás do olho, fadiga, febre alta e manchas avermelhadas na pele, entre outros sintomas – o espectro clínico é considerado amplo. A maioria dos pacientes evolui de forma positiva ao longo dos dias, mas uma minoria irá apresentar complicações e desenvolver a forma grave da doença, que pode causar hemorragias e levar à morte se não rapidamente tratada.  


Chikungunya 

Também chamada de febre chikungunya, é uma infecção febril que causa febre alta e súbita, dor de cabeça, no corpo e nas articulações -- sintoma este que pode persistir de forma crônica por anos. É uma doença endêmica em países do Sudeste da Ásia, África e Oceania, além de estar presente nas Américas.   


Febre amarela 

Em ambiente urbano, o mosquito Aedes aegypti também pode ser responsável pela transmissão da febre amarela urbana. Esse tipo, no entanto, não ocorre no Brasil desde 1940 – os casos recentes são da febre amarela silvestre, transmitida por outro tipo de mosquito. É considerada uma doença grave, que inspira cuidados, mas as complicações, como insuficiência hepática e renal, são raras. É uma doença para a qual já existe vacina.  


Zika Vírus 

É uma doença viral aguda que também provoca febre (baixa), dor de cabeça e no corpo, além de manchas vermelhas na pele. Os casos costumam ter evolução benigna e os sintomas desaparecem espontaneamente em até 7 dias. No entanto, há alto risco de morte em casos em que a doença se agrava e também de microcefalia em fetos (quando a infecção ocorre em grávidas), além de manifestações neurológicas associadas à doença.  


Sintomas comuns 

É importante dizer que as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti provocam sintomas e quadros distintos, mas alguns sintomas podem ser semelhantes. Por isso, caso esteja com suspeita de estar com alguma dessas infecções, a recomendação é buscar orientação médica o mais rápido possível.  

Alguns sintomas em comum das doenças são dor de cabeça, dores musculares, febre (que pode ser alta, acima dos 38°C, na dengue, chikungunya e febre amarela; e baixa no caso da zika); náuseas; vômitos; fraqueza e fadiga.  


Riscos para as gestantes e bebês 

O sistema imunológico da gestante passa por diversas mudanças para que ela possa abrigar o bebê. Por isso, a imunidade da mulher nessa fase é normalmente mais baixa, aumentando o risco para complicações no caso de qualquer infecção. Até uma gripe na gravidez, por exemplo, pode causar problemas maiores para a mulher. 

Com as arboviroses, isso também ocorre. A dengue, por exemplo, eleva o risco de hemorragias na mãe, abortos e partos prematuros. Por outro lado,  chikungunya não provoca hemorragias e raramente causa abortos, mas pode ser transmitida de forma direta, pela mãe, para o bebê. Por fim, o principal risco da febre amarela é para a mãe, que pode ter complicações na evolução da doença e ir à morte com mais frequência.  

Ironicamente, o maior risco associado às arboviroses para gestantes e bebês é o da zika, que tem entre todas as infecções o quadro considerado mais brando. No entanto, quando a infecção ocorre em grávidas, a doença pode causar microcefalia no feto. Por isso, é comum que, nesses casos, o bebê passe por exames mais detalhados ao nascer, como o teste do olhinho. 


Formas de prevenir as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti 

Para se prevenir de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, é recomendado usar repelentes à base de dietiltoluamida (DEET) com concentração entre 20% e 50%; ou icariridina com concentração igual ou maior que 20%. 

Outro ponto fundamental é controlar os locais em que o mosquito possa se reproduzir. Para isso, é importante adotar medidas ambientais que evitem o acúmulo de água parada (onde a fêmea do mosquito pode depositar seus ovos), como: 

  • Cobrir caixas d’água; 
  • Não deixar entulho acumulado; 
  • Evitar acúmulo de água em vasos de plantas, baldes e bebedouros de animais. 



No caso da dengue, a importância da imunização se torna ainda maior quando observamos o número elevado de casos da doença no Brasil em 2024.  
 
O mesmo vale para a febre amarela, para a qual também existe vacina. Vale lembrar, no entanto, que tanto a vacina da dengue (QDenga) como a da febre amarela, por serem feitas com vírus atenuados, são contraindicadas para gestantes, lactantes e pessoas com imunossupressão.  

 

* com informações das Secretarias de Saúde dos Governo dos Estados da Bahia e do Espírito Santo; e do Ministério da Saúde. 

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